Após 20 dias circulando em corredores e quartos de hospital resolvi, junto com minha esposa, levar nosso filho para passar o final de semana no nosso recanto no interior de São Paulo, o que seria para todos nós um meio de facilitar a superação do trauma pelo qual passamos. E lá fomos nós para a pequena Araçoiaba da Serra para desfrutar de um dos melhores climas do Brasil.
Só que desta vez, além do passeio tradicional onde convivemos com a natureza ainda respeitada por todos que lá habitam, tivemos a felicidade de agregar um divertimento muito salutar e muito presente na minha infância, a maravilha do Mundo do Circo. Não era um desses circos grandiosos como o famoso Orlando Orfei ou o Circo Spacial, mas, sim, um desses pequenos circos que perambulam pelas pequenas cidades do interior brasileiro, como verdadeiros saltimbancos, mas que pela sua simplicidade cativam àqueles que ainda vêem na vida circense uma possibilidade de passar alguns momentos de singela felicidade trazida por cidadãos que não tem nesse trabalho uma boa fonte de renda e fazem da sua labuta um verdadeiro festival de arte e cultura que premia adultos e crianças embalados pelas suas atrações.
Como eu disse, não existe aquela riqueza de cenários, fantasias e alegorias, e seus artistas fazem o papel multiprofissional transformando-se de bilheteiros em apresentadores, palhaços, malabaristas e todas as outras funçoes que fazem o show tão a gosto popular. É a verdadeira arte em família.
Entre várias atrações, faço questão de destacar a performance de uma menininha de sete anos apenas, que na pureza de sua meninice assume o papel de uma verdadeira acrobata, realizando movimentos a alguns metros do chão sem a proteção de uma rede e arrancando muitos suspiros e aplausos da platéia presente. Depois em outra apresentação, ela se transforma em uma pequenina palhaça e em diálogo com o pai, dono do circo, provoca risos contagiantes nos presentes com as suas piadinhas e pegadinhas, engrandecendo a sua precocidade artística.
Na parte final do show de duas horas apresentam-se a mágica, com números nada fantásticos na sua elaboração, como os do Mr. M, mas atingem em cheio e despertam a curiosidade dos apreciadores dessa nobre arte. Em seguida, eis o show final, o perigoso Globo da Morte, onde o protagonista mostra a sua perícia fazendo manobras radicais com sua motocicleta.
Após todo esse pequeno relato do que assistimos das arquibancadas do circo, vocês, meus queridos leitores e seguidores podem me perguntar: o que o circo tem a ver com a Odontologia? Afinal, este Blog é dedicado à Arte de Tiradentes, mas esta tem muito a ver com a cultura, principalmente com a cultura que sempre procuramos inserir nos hábitos da nossa clientela, no sentido de priorizar a promoção de sua saúde bucal.
Nos dias de hoje, os Cirurgiões Dentistas convivem com o mundo fabuloso da alta tecnologia, assim como os grandes circos, mas a sua grande maioria pratica a odontologia mais simples e ao alcance da classe menos privilegiada, a maioria esmagadora existente no nosso país.
Graças a grande concorrencia no mercado de trabalho, provocada pelo grande número de Faculdades de Odontologia que forma milhares de profissionais todos os anos, o Dentista tem que ter um pouco do malabarista, um pouco do mágico, um pouco do apresentador, um pouco do vendedor, um pouco do palhaço, um pouco do bilheteiro, um pouco daquele ser louco que arrisca a vida no Globo da Morte, enfim um pouco de conhecimento de todas as funções que permeiam os bastidores e o picadeiro, caracterizadas na luta desmedida travada nos seus consultórios, nos empregos em serviços públicos, nas ações em serviços de urgência e emergência e, por muitas vezes em sub-empregos em clínicas populares e empresas nada confiáveis, pela necessidade de manter um pouco de dignidade na vida profissional que, num certo dia ousou escolher.
Desejo sinceramente, que ao final desse grande espetáculo da vida, todos, profissionais e clientes, possam sair sorrindo, como a criança, que na sua pureza desce das arquibancadas rumo à porta de saída.
O Show Circense terminou, mas o Show da Vida continua!!!
TEMAS DE SAÚDE BUCAL: Este Blog é destinado preferencialmente a valorizar o trabalho da Equipe de Saúde Bucal composta pelo Cirurgião Dentista, Técnico em Saúde Bucal, Auxiliar em Saúde Bucal, Técnico em Prótese Dentária, Auxiliar de Prótese Dentária e Técnico de Manutenção em Equipamento Odontológico, e divulgar assuntos relacionados com a Odontologia e Saúde Bucal Coletiva,além de promover troca de experiências e esclarecimentos de dúvidas entre profissionais da área .
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
10.000 VISITAS
Hoje é um dia marcante na trajetória do Blog do Professor Edélcio Francisco Anselmo, pois alcançamos e ultrapassamos a marca de 10.000 visitas e mais de 16.000 visualizações de páginas em um ano e meio de vida.
Nestes 18 meses procurei seguir a proposta de postar textos referentes à valorização da Equipe de Saúde Bucal e assuntos ligados à Odontologia em geral e às vezes saí um pouco do foco profissional para relatar fatos do cotidiano pessoal.
Através deste instrumento de comunicação com a classe odontológica, tive a oportunidade de conhecer, virtualmente, pessoas ligadas à Odontologia de todos os cantos do Brasil e também da América do Sul, América do Norte, Europa, África, Ásia e Austrália, o que me permitiu atingir o objetivo de me conectar ao mundo.
Com relação a Recursos Humanos Auxiliares em Odontologia, o Blog me abriu fronteiras para colaborar na elucidação de muitas dúvidas levantadas com relação às profissões de TSB - Técnico em Saúde Bucal e ASB - Auxiliar em Saúde Bucal, levando-me ainda a desenvolver meios de motivação no sentido de participação em Cursos de Formação e Qualificação nas respectivas funções.
Além disso, tive a oportunidade de promover troca de experiências com vários colegas de profissão de vários rincões do país, o que veio ampliar a minha bagagem de 40 anos de atuação na Odontologia e Saúde Bucal Coletiva.
No mais, só tenho que agradecer àqueles que se transformaram em meus leitores assíduos e seguidores, e e aos que postaram comentários que vieram enriquecer o conteúdo dos textos.
Um grande abraço a todos!
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| 10.000 VISITAS |
Nestes 18 meses procurei seguir a proposta de postar textos referentes à valorização da Equipe de Saúde Bucal e assuntos ligados à Odontologia em geral e às vezes saí um pouco do foco profissional para relatar fatos do cotidiano pessoal.
Através deste instrumento de comunicação com a classe odontológica, tive a oportunidade de conhecer, virtualmente, pessoas ligadas à Odontologia de todos os cantos do Brasil e também da América do Sul, América do Norte, Europa, África, Ásia e Austrália, o que me permitiu atingir o objetivo de me conectar ao mundo.
Com relação a Recursos Humanos Auxiliares em Odontologia, o Blog me abriu fronteiras para colaborar na elucidação de muitas dúvidas levantadas com relação às profissões de TSB - Técnico em Saúde Bucal e ASB - Auxiliar em Saúde Bucal, levando-me ainda a desenvolver meios de motivação no sentido de participação em Cursos de Formação e Qualificação nas respectivas funções.
Além disso, tive a oportunidade de promover troca de experiências com vários colegas de profissão de vários rincões do país, o que veio ampliar a minha bagagem de 40 anos de atuação na Odontologia e Saúde Bucal Coletiva.
No mais, só tenho que agradecer àqueles que se transformaram em meus leitores assíduos e seguidores, e e aos que postaram comentários que vieram enriquecer o conteúdo dos textos.
Um grande abraço a todos!
CONCURSO PÚBLICO PARA AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL NA PREFEITURA DE SÃO CAETANO DO SUL
A Prefeitura de São Caetano do Sul está promovendo Concurso Público para Auxiliar em Saúde Bucal através da Fundação Municipal de Saúde, para provimento de uma vaga, mais 15 para o cadastro de reserva. As inscrições estão sendo recebidas via internet pelo site http://www.caipimes.com.br/ ou no Posto de Recebimento de Inscrições localizado no Campus I da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - Coordenadoria de Apoio a Instituições Públicas (CAIP/USCS) sito na Avenida Goiás, 3.400 - Bairro Barcelona - São Caetano do Sul - SP.
Veja o Edital completo no link: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/fumusa-fundacao-municipal-da-saude-de-sao-caetano-do-sul-sp-345-vagas
A carga horária é de 40 horas semanais com salário de R$ 1.234,05, Adicional de Insalubridade, Cesta Básica e Vale Transporte.
Veja o Edital completo no link: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/fumusa-fundacao-municipal-da-saude-de-sao-caetano-do-sul-sp-345-vagas
CURSO DE TREINAMENTO CLÍNICO EM PERIODONTIA PARA TSB
"CURSO DE TREINAMENTO CLÍNICO EM PERIODONTIA PARA TÉCNICOS EM SAÚDE BUCAL"
INSCRIÇÕES ABERTAS!!
Atualização clínica na utilização de:
Ultrassom
Profi
Instrumentos Periodontais
Profilaxia
Coordenação
Prof. Rogério de Mesquita Spínola
Equipe de Professores
Prof. Rogério de Mesquita Spínola
Cirurgião-Dentista com especialização em Saúde Coletiva
Cirurgião-Dentista com Pós-graduação em Implantodontia
Professor efetivo da Escola Técnica de Saúde Pública "Prof. Makiguti"
Prof. Otávio Luca
Cirurgião-Dentista com pós-graduação em Implantodontia
Cirurgião-Dentista com pós-graduação em Ortodontia
Público-alvo
Técnicos em Saúde Bucal
Carga horária
20 horas
Vagas
24
Realização
12/02/2010 das 08h00 às 17h00
26/02, 12/03 e 19/03 (atendimento de pacientes com horário a combinar)
26/03 das 08h00 às 12h00
Investimento
3 X R$ 100,00 ou R$ 260,00 (desconto à vista) - Incluso CD com aulas e textos, todo material clínico para atendimento e pasta de apoio
Local
Colussi & Spínola Treinamentos e Atualizações em Ciências e Saúde
Rua Botuporã, 172 - sala 04 - Itaquera - São Paulo (à 50m da estação Dom Bosco da CPTM)
Matrícula, reserva de vaga e informações
Telefone: (11) 2944-4495 com Sra. Emiliana
MELHORE SEU CURRÍCULO JÁ! ESTA É A HORA!
NOSSO LEMA É:
"VOCÊ NÃO PODE PARAR DE ESTUDAR"
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A hora é agora: Eleições no CROSP.
Caros amigos e colegas do Estado de São Paulo.
Chegou a hora de votar conscientemente nas eleições do CROSP. Temos até dia 10 de fevereiro para traçar o futuro deste importante órgão representativo da classe odontológica no Estado de São Paulo. É a hora de decidir se queremos a continuidade de desenvolvimento de um trabalho sério em prol do Cirurgiões Dentistas paulistas e todas as categorias afins (TSB, ASB, TPD e APD). O voto de todos é de suma importância no sentido de manter a luta para valorização da odontologia como um todo.
Eu apoio a Chapa 1 e convido os meus leitores e seguidores a fazerem o mesmo.
Veja no link abaixo, as propostas da chapa liderada pelo Dr. Emil Adib Razuc e composta por grandes nomes da odontologia paulista pública e privada:
http://www.121cdesign.com/chapa1.pdf
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sou Dentista! E agora?
Estava eu refletindo sôbre a escolha que eu fiz em 1966, sôbre qual carreira seguir, e me lembrei quando procurei um Dentista de minha cidade natal, Taquaritinga, o saudoso Dr. José Fucci, para ouvir sua opinião sobre a minha decisão e ouvi dele algumas palavras que procuravam me encorajar, mas, ao mesmo tempo, me fazer desistir do projeto de vida de cursar uma Faculdade de Odontologia.
Resolvi colocar as sua palavras na balança, e esta pendeu para a minha pretensão inicial.
Foi assim, que prestei o vestibular para a Faculdade de Odontologia de Araraquara, na época um Institulo Isolado e, em 1967 iniciei o Curso de Odontologia.
Durante quatro anos, com muitas dificuldades e estudando em tempo integral, me preparei para exercer a nobre profissão, responsavel pela manutenção da saúde bucal.
Dezembro de 1970, eis-me formado. E, agora, o que fazer? Condições financeiras para concretizar o sonho de me estabelecer com consultório em São José do Rio Preto, não tinha. Já agradecia muito o meu pai e minha família pelo sacrifício de me ver ostentando o título de Cirurgião Dentista. Tenho guardada comigo até hoje, a placa de bronze que meu pai, em mais um esforço, tinha mandado confecionar e me deu de presente de formatura. Numa época em que era usual a montagem de consultórios em casas térreas, pois nas pequenas cidades do interior não existiam salas em edíficios altos, o costume exigia a colocação de uma placa de bronze com o nome e apenas a inscrição "Cirurgião Dentista" logo abaixo.
Para que pudesse iniciar minha vida clínica fiz o que muitos faziam na época, fui procurar emprego em São Paulo.
Que epopéia, num tempo em que o serviço público só oferecia empregos apenas por meio dos concursos na Secretaria de Estado da Educação, através do antigo DAE e Secretaria de Estado da Saúde, para exercer a função nas escolas estaduais e Centros de Saúde do Estado.
O que sobrou, então? As famosas clínicas dentárias populares que começavam a proliferar por todos os cantos da Grande São Paulo.
Acabei iniciando a minha vida profissional na Clínica Dentária Marechal Deodoro em São Bernardo do Campo, onde dei os meus primeiros passos como Cirurgião Dentista. Apesar das condições ruins de trabalho, foi uma experiência com alguns pontos positivos, que começaram a tornar possível a concretização do sonho de ser um discípulo de Pierre Fouchard e Tiradentes. O prazer de ajudar a resolver os problemas odontológicos de pacientes com mínimas condições financeiras, compensava o cansaço físico que advinha do atendimento médio de, pasmem, oitenta pacientes por dia. Foi uma escola de vida em que o aprendizado na faculdade se transformou em lições práticas no dia a dia do exercício da nova profissão.
Continuo a história em outra postagem!
Resolvi colocar as sua palavras na balança, e esta pendeu para a minha pretensão inicial.
Foi assim, que prestei o vestibular para a Faculdade de Odontologia de Araraquara, na época um Institulo Isolado e, em 1967 iniciei o Curso de Odontologia.
Durante quatro anos, com muitas dificuldades e estudando em tempo integral, me preparei para exercer a nobre profissão, responsavel pela manutenção da saúde bucal.
Dezembro de 1970, eis-me formado. E, agora, o que fazer? Condições financeiras para concretizar o sonho de me estabelecer com consultório em São José do Rio Preto, não tinha. Já agradecia muito o meu pai e minha família pelo sacrifício de me ver ostentando o título de Cirurgião Dentista. Tenho guardada comigo até hoje, a placa de bronze que meu pai, em mais um esforço, tinha mandado confecionar e me deu de presente de formatura. Numa época em que era usual a montagem de consultórios em casas térreas, pois nas pequenas cidades do interior não existiam salas em edíficios altos, o costume exigia a colocação de uma placa de bronze com o nome e apenas a inscrição "Cirurgião Dentista" logo abaixo.
Para que pudesse iniciar minha vida clínica fiz o que muitos faziam na época, fui procurar emprego em São Paulo.
Que epopéia, num tempo em que o serviço público só oferecia empregos apenas por meio dos concursos na Secretaria de Estado da Educação, através do antigo DAE e Secretaria de Estado da Saúde, para exercer a função nas escolas estaduais e Centros de Saúde do Estado.
O que sobrou, então? As famosas clínicas dentárias populares que começavam a proliferar por todos os cantos da Grande São Paulo.
Acabei iniciando a minha vida profissional na Clínica Dentária Marechal Deodoro em São Bernardo do Campo, onde dei os meus primeiros passos como Cirurgião Dentista. Apesar das condições ruins de trabalho, foi uma experiência com alguns pontos positivos, que começaram a tornar possível a concretização do sonho de ser um discípulo de Pierre Fouchard e Tiradentes. O prazer de ajudar a resolver os problemas odontológicos de pacientes com mínimas condições financeiras, compensava o cansaço físico que advinha do atendimento médio de, pasmem, oitenta pacientes por dia. Foi uma escola de vida em que o aprendizado na faculdade se transformou em lições práticas no dia a dia do exercício da nova profissão.
Continuo a história em outra postagem!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Conheça os mitos e as verdades do flúor
No Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, em São Paulo, os professores-doutores da Unicamp, Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, esclareceram dúvidas sobre flúor.
Há mais de meio século, o Brasil começou a implementar a estratégia de maior sucesso usada em saúde publica no mundo para o controle da cárie dentária: a adição de flúor ao tratamento da água de abastecimento público. Os professores-doutores Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, ambos da Faculdade de Odontologia da Unicamp, falaram hoje (30) sobre o assunto, na palestra “Flúor: mitos e realidade de seu uso coletivo, pessoal, profissional e das suas combinações”, durante o Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, promovido pela APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, no Expo Center Norte. Seguem algumas questões ligadas ao flúor, que geram perguntas entre profissionais e leigos.
O que é o flúor?
O flúor é uma substância natural encontrada largamente na natureza na forma de gás, de ácidos e de minerais, o qual tem sido usado mundialmente na prevenção de cárie dentária.
Como o flúor atua no controle da cárie?
A cárie é provocada por dois fatores: a organização de bactérias bucais na superfície dos dentes (formando a chamada placa bacteriana ou biofilme dental) e a exposição frequente à açúcares da dieta. O açúcar é transformado em ácidos pelo biofilme dental, dissolvendo os minerais dos dentes por um processo chamado de desmineralização. A desmineralização é parcialmente reparada pela saliva por um processo inverso, conhecido por remineralização. Se o flúor estiver presente na boca ele reduz a desmineralização e ativa a remineralização dos dentes reduzindo o efeito final do processo de desenvolvimento de cárie.
Quais são os meios de aplicação de flúor?
Existem meios coletivos, individuais, profissionais e suas combinações. A fluoretação das águas de abastecimento público é um meio de uso coletivo do flúor no Brasil. Pela Lei Federal nº 6.050/74, as cidades com estação de tratamento de água fluoretar a água. Os meios individuais incluem dentifrícios e soluções para bochecho diário. Há produtos para a aplicação profissional e materiais restauradores liberadores de flúor.
Dependendo do caso, o cirurgião-dentista pode recomendar o uso combinado dos meios de flúor para pessoas que têm dificuldade para controlar o processo de cárie (gente com alta exposição a carboidratos fermentáveis (em geral sacarose), que usa aparelho ortodôntico, têm pouca saliva devido ao uso de medicamentos etc). Um exemplo de uso combinado é fazer a escovação com dentifrício fluoretado e bochecho com solução fluoretada. Do mesmo modo, a aplicação de flúor pelo cirurgião-dentista é recomendada para pacientes que não fazem auto-uso de flúor, quer seja por questão de comportamento ou deficiência física ou mental.
Qual a concentração de flúor na água fluoretada? Existe alguma forma de se calcular essa concentração referente à quantidade da população de determinado local?
A concentração de flúor a ser adicionada na água é feita segundo cálculo matemático que considera a temperatura média anual da localidade. Se as pessoas bebem mais água porque está mais calor, a concentração do flúor na água deve ser menor. No Brasil, por ser um país tropical, a concentração “ótima” de flúor na água da maioria das cidades é de 0,7 ppm (mg/L).
Pode-se aumentar ou diminuir a concentração de flúor na água de acordo com o índice de cárie na população?
Não. Em locais com alta prevalência de cárie, uma maior concentração de flúor não é indicada porque irá aumentar a fluorose dentária – único efeito colateral da água fluoretada, que ocorre durante a formação dos dentes. A fluorose é percebida pelo aparecimento de linhas brancas transversais nos dentes. Já uma menor concentração reduz o efeito anticárie do flúor.
A pessoa que vive em uma cidade com água fluoretada, mas bebe água mineral, não se beneficia com a fluoretação?
Mesmo quem não consome água de abastecimento público fluoretada é beneficiada, porque geralmente cozinha com essa água. Assim, refeições com arroz-feijão cozidos com água fluoretada são responsáveis por 50% da quantidade de flúor ingerido por dia.
Crianças menores de dois anos podem usar dentifrícios fluoretados?
O flúor em creme dental é essencial para controlar a cárie. A criança que não usa dentifrício fluoretado estará sendo privada do benefício anticárie do flúor. Para diminuir o risco de fluorose, deve-se se usar uma pequena quantidade (igual a um grão de arroz cozido) de dentifrício de concentração convencional (1000-1100 ppm de flúor) e a escovação deve ser supervisionada pelos responsáveis pelas crianças até que elas possam se cuidar de si próprias, um processo educativo como qualquer outro. Infelizmente, ao invés de educar, há certa pressão pelo uso de dentifrício sem flúor ou de baixa concentração.
Fonte: Portal Bagaraí
Há mais de meio século, o Brasil começou a implementar a estratégia de maior sucesso usada em saúde publica no mundo para o controle da cárie dentária: a adição de flúor ao tratamento da água de abastecimento público. Os professores-doutores Jaime Aparecido Cury e Livia Maria Andaló Tenuta, ambos da Faculdade de Odontologia da Unicamp, falaram hoje (30) sobre o assunto, na palestra “Flúor: mitos e realidade de seu uso coletivo, pessoal, profissional e das suas combinações”, durante o Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, promovido pela APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, no Expo Center Norte. Seguem algumas questões ligadas ao flúor, que geram perguntas entre profissionais e leigos.
O que é o flúor?
O flúor é uma substância natural encontrada largamente na natureza na forma de gás, de ácidos e de minerais, o qual tem sido usado mundialmente na prevenção de cárie dentária.
Como o flúor atua no controle da cárie?
A cárie é provocada por dois fatores: a organização de bactérias bucais na superfície dos dentes (formando a chamada placa bacteriana ou biofilme dental) e a exposição frequente à açúcares da dieta. O açúcar é transformado em ácidos pelo biofilme dental, dissolvendo os minerais dos dentes por um processo chamado de desmineralização. A desmineralização é parcialmente reparada pela saliva por um processo inverso, conhecido por remineralização. Se o flúor estiver presente na boca ele reduz a desmineralização e ativa a remineralização dos dentes reduzindo o efeito final do processo de desenvolvimento de cárie.
Quais são os meios de aplicação de flúor?
Existem meios coletivos, individuais, profissionais e suas combinações. A fluoretação das águas de abastecimento público é um meio de uso coletivo do flúor no Brasil. Pela Lei Federal nº 6.050/74, as cidades com estação de tratamento de água fluoretar a água. Os meios individuais incluem dentifrícios e soluções para bochecho diário. Há produtos para a aplicação profissional e materiais restauradores liberadores de flúor.
Dependendo do caso, o cirurgião-dentista pode recomendar o uso combinado dos meios de flúor para pessoas que têm dificuldade para controlar o processo de cárie (gente com alta exposição a carboidratos fermentáveis (em geral sacarose), que usa aparelho ortodôntico, têm pouca saliva devido ao uso de medicamentos etc). Um exemplo de uso combinado é fazer a escovação com dentifrício fluoretado e bochecho com solução fluoretada. Do mesmo modo, a aplicação de flúor pelo cirurgião-dentista é recomendada para pacientes que não fazem auto-uso de flúor, quer seja por questão de comportamento ou deficiência física ou mental.
Qual a concentração de flúor na água fluoretada? Existe alguma forma de se calcular essa concentração referente à quantidade da população de determinado local?
A concentração de flúor a ser adicionada na água é feita segundo cálculo matemático que considera a temperatura média anual da localidade. Se as pessoas bebem mais água porque está mais calor, a concentração do flúor na água deve ser menor. No Brasil, por ser um país tropical, a concentração “ótima” de flúor na água da maioria das cidades é de 0,7 ppm (mg/L).
Pode-se aumentar ou diminuir a concentração de flúor na água de acordo com o índice de cárie na população?
Não. Em locais com alta prevalência de cárie, uma maior concentração de flúor não é indicada porque irá aumentar a fluorose dentária – único efeito colateral da água fluoretada, que ocorre durante a formação dos dentes. A fluorose é percebida pelo aparecimento de linhas brancas transversais nos dentes. Já uma menor concentração reduz o efeito anticárie do flúor.
A pessoa que vive em uma cidade com água fluoretada, mas bebe água mineral, não se beneficia com a fluoretação?
Mesmo quem não consome água de abastecimento público fluoretada é beneficiada, porque geralmente cozinha com essa água. Assim, refeições com arroz-feijão cozidos com água fluoretada são responsáveis por 50% da quantidade de flúor ingerido por dia.
Crianças menores de dois anos podem usar dentifrícios fluoretados?
O flúor em creme dental é essencial para controlar a cárie. A criança que não usa dentifrício fluoretado estará sendo privada do benefício anticárie do flúor. Para diminuir o risco de fluorose, deve-se se usar uma pequena quantidade (igual a um grão de arroz cozido) de dentifrício de concentração convencional (1000-1100 ppm de flúor) e a escovação deve ser supervisionada pelos responsáveis pelas crianças até que elas possam se cuidar de si próprias, um processo educativo como qualquer outro. Infelizmente, ao invés de educar, há certa pressão pelo uso de dentifrício sem flúor ou de baixa concentração.
Fonte: Portal Bagaraí
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