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domingo, 21 de julho de 2013

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL DO ASB E TSB: O PISO PROPOSTO PELO PL 1167/2011 É SUFICIENTE?

Desde que publiquei em 28 de junho de 2011 e 23 de janeiro de 2012, dois textos referentes ao projeto de lei 1167/2011 que estabelece o piso salarial para o ASB (Auxiliar em Saúde Bucal e TSB (Técnico em Saúde Bucal) os referidos textos vem sendo os mais acessados entre todos já publicados neste Blog.
Por conta desse fato, diariamente, ASB's e TSB's de todos os estados brasileiros tem me questionado através de comentários no próprio Blog ou por e mail, qual o estágio em que se encontra tal projeto de lei, e na medida do possível tento responder, não em sua totalidade, por causa da enorme quantidade de solicitações.
Esses questionamentos, se devem, aos inúmeros problemas encontrados no setor público e privado, por falta de uma politica salarial e valorização profissional que levam esses profissionais a ter um sub-emprego, totalmente incondizente com a preparação técnico científica exigida para o exercício dessas nobres profissões da saúde que tem a obrigatoriedade de inscrição nos Conselhos Regionais de Odontologia e registro no Conselho Federal de Odontologia, sem o que são enquadrados como exercício ilegal da profissão.

Para refrescar na memória de meus consulentes e de todos os que acessam estas duas postagens, transcrevo abaixo o teor do PL 1167/2011:

Altera a Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, que regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal - ASB, para instituir piso salarial profissional nacional.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei insere parágrafos na Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, para instituir piso salarial profissional nacional para as profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e de Auxiliar em saúde Bucal ASB.

Art. 2º Fica acrescido ao art. 5º da Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, o seguinte § 3º:

§ 3º Para uma jornada de oito horas diárias e quarenta semanais, será devido ao Técnico em Saúde Bucal - TSB o piso salarial de R$ 1.020,00 (Um mil e vinte reais) mensais, a ser reajustado anualmente, no mês correspondente ao da publicação desta lei, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos doze meses imediatamente anteriores.

Art. 3º Fica acrescido ao art. 9º da Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, o seguinte parágrafo único:

Parágrafo único. Para uma jornada de oito horas diárias e quarenta semanais, será devido Auxiliar em Saúde Bucal - ASB o piso salarial de R$ 770,00 (Setecentos e setenta reais) mensais, a ser reajustado anualmente, no mês correspondente ao da publicação desta lei, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos doze meses imediatamente anteriores.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação."




 
Pois bem, além de não ter sido aprovado, esse projeto de lei está sendo alvo de muitas críticas por uma grande parte daqueles que buscam a valorização desses profissionais, principalmente neste momento em que está prestes a acontecer a 4ª CONPA - CONFERÊNCIA NACIONAL DAS PROFISSÕES AUXILIARES EM ODONTOLOGIA, convocada pelo Conselho Federal de Odontologia através da  DECISÃO CFO-14/2013, e que será realizada nos dias 15 e 16 de agosto de 2013 em Brasília.


Os objetivos principais desse evento concentram-se na necessidade de se rediscutir diversos aspectos relativos ao exercício das respectivas profissões como forma de se aprimorar a participação dos profissionais auxiliares na promoção, proteção e recuperação da saúde bucal em sintonia com o Cirurgião Dentista. A busca da valorização desses profissionais também é parte integrante desse processo de debates.
Pela necessidade de permitir o envolvimento de profissionais de todo o Brasil, o CFO determinou a todos os CRO's a realização das Pré- Conferências no sentido da elaborar documentos consolidados com propostas apresentadas, debatidas e aprovadas pelas plenárias regionais, que irão subsidiar a construção do documento base a ser discutido pelos grupos na Conferência Nacional que resultará no Relatório Final da 4ª CONPA. Este relatório terá a finalidade precípua de nortear as ações necessárias para o fortalecimento no exercício profissional das categorias afins.


Uma constante que que vem aparecendo nos relatórios finais das Pré-Conferências, converge para a revisão total do PL 1167 ou sua extinção e estabelecimento de um novo projeto que englobe várias reinvidicações da categoria. A explicação está no fato desse PL contemplar apenas o estabelecimento de um piso salarial, que de certa forma é baixo e que em algum tempo será superado pelo salário mínimo nacional, ou seja, o piso salarial será menor que o SMN.
Por outro lado há necessidade de se preocupar com outras questões que refletem em benefícios para a categoria, além do piso.

Transcrevo, abaixo o Documento Final da PRÉ CONPA estadual de São Paulo com as propostas extraídas nos debates dos grupos temáticos e aprovadas pela plenária, que juntamente com as propostas aprovadas pelas plenárias dos outros estados, comporão o Documento Base que será submetido aos grupos de trabalho da 4ª CONPA, após o que deverá ser votado afim de ser aprovado pela plenária final da conferência.


CARTA DE SÃO PAULO
Documento final da Pré Conferencia Estadual, realizada pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo para a 4ª CONPA - Conferencia Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia.

                        O Conselho de Regional de Odontologia de São Paulo e sua Câmara Técnica de Técnico em Saúde Bucal e Auxiliar em Saúde Bucal, após convocação das profissões auxiliares em Odontologia, realizou a Pré Conferencia Estadual no dia 06 de julho de 2013, na sede do CROSP, estando presentes: 12 (doze) Técnicos em Saúde Bucal; 08 (oito) Auxiliares em Saúde Bucal e 06 (seis) Cirurgiões-Dentistas, conforme lista de presença em anexo, apresentando o seguinte relatório final: 

Introdução
                        “As condições da saúde bucal e o estado dos dentes são sem dúvida, um dos mais significativos sinais de exclusão social. Seja pelos problemas de saúde localizados na boca, seja pelas imensas dificuldades encontradas para conseguir acesso aos serviços assistenciais, dentes e gengivas registram o impacto das precárias condições de vida de milhões de pessoas em todo pais”. (CNSB –Brasília - DF – agosto/2005) 
                        Segundo Pezzato (2001), diversos trabalhos apontam para a importância do pessoal auxiliar odontológico, pois acredita-se que para um modelo de atenção em saúde bucal atender à realidade da população brasileira, faz-se necessário a utilização do trabalho em equipe. Porém o faz frequentemente somente na perspectiva do aumento da produtividade, racionalização do trabalho e diminuição dos custos, não agregando valor à inserção desses trabalhadores ao processo de trabalho.
                        Em relação as citações acima, mesmo tendo passado mais de uma década, não temos publicação de mudança neste panorama. As profissões Auxiliares em Saúde Bucal (ASB) e principalmente o Técnico em Saúde Bucal (TSB) ainda vivem conflitos para o exercício das suas competências.  
                        A Lei 11.889, de 24/12/2008, que regulamenta o exercício profissional, deixa lacunas de interpretações na sua redação, que apresentam a falsa impressão que estes profissionais não têm história e competência, gerando a ausência de uma definição precisa do seu papel dentro da equipe de saúde bucal, impactando diretamente no acesso aos serviços, no aumento da produtividade, na diminuição de custos, na organização do processo de trabalho da equipe de Saúde Bucal.  
                        Assim, entende-se como urgente o reconhecimento e valorização destes trabalhadores. 
                        Os profissionais TSB’s e ASB’s de São Paulo, reunidos na Pré CONPA, retomaram importantes debates já realizados na 3ª Conferencia Nacional de Saúde Bucal (2005) e na 3ª CONPA (2002).  

                        Em observância à temática apresentada pela 4ª CONPA, qual seja “Perspectivas para o Exercício das Profissões Auxiliares da Odontologia no Brasil”, o debate da Pré Conferencia foi conduzido com uma dinâmica de três grupos, abordando os seguintes aspectos:
    
TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL E AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL

  1. Formação;
  2. Legislação e
  3. Mercado de trabalho e Perspectivas para o futuro.
                        Dessa forma, encaminhamos abaixo as propostas e sugestões definidas, por unanimidade, pelo Plenário da Pré Conferencia Estadual do CROSP: 

  1. Formação
1.1.        Há a necessidade do Conselho Federal de Odontologia e dos Conselhos Regionais de Odontologia comunicarem, reiteradamente, o Cirurgião-Dentista, através de ofício com aviso de recimento e via mensagem eletrônica (e-mail):

a)    a cerca da obrigatoriedade do cumprimento da Lei 11.889/2008 que regulamenta as profissões e define que o nome representativo das profissões passa a ser “Auxiliar em Saúde Bucal” (ASB) e “Técnico em Saúde Bucal” (TSB);

b)    Os “atendentes", "assistentes" e "secretárias" que exercerem as atividades de competência exclusiva de ASB ou TSB, obrigatoriamente, devem estar inscritos no Conselho Regional de Odontologia da jurisdição em que exerce atividade, observando as exigências legais (ser possuidor de certificado registrado pelo mesmo com carga horária mínima de 300 horas).  

1.2.        Há a necessidade dos Conselhos Regionais realizarem levantamento do número de profissionais ASB’s e TSB’s que atuam em clínicas e consultórios, sem formação e registro no CRO, viabilizando um maior controle e a efetiva regularização profissional. 

1.3.        Há a necessidade do Conselho Federal de Odontologia rever com urgência a legalidade e legitimidade dos cursos de ASB - 300 horas, conforme abaixo mencionado:

a) Curso a distância via internet (EAD), sendo necessária a modificação desta modalidade para um formato semipresencial, onde os alunos deverão cumprir a carga horária prático laboratorial e as provas finais na instituição;

b) Redistribuição da carga horária no conteúdo teórico-prático, em relação ao tempo de estágio. 

1.4.        Há a necessidade de criar Comissão de Ensino no Conselho Federal de Odontologia e nos Conselhos Regionais, que sejam específicas para a formação de ASB e TSB; que contemplem coordenadores e formadores (CDs, TSBs e ASB’s) de cursos de escolas públicas e privadas, visando uniformizar, discutir e definir currículos mínimos e campo de estágio dos diversos formatos de cursos de qualificação de ASB e de formação de ASB e TSB, bem como todas as questões pertinentes à formação e educação continuada do ASB e TSB; 

1.5.        Há a necessidade do Conselho Federal de Odontologia normatizar e garantir a participação do TSB no corpo docente, na qualidade de professor assistente, em curso de qualificação e formação do TSB e ASB. 

  1. LEGISLAÇÃO
2.1.        Solicitar a revisão da Lei nº 11.889/2008, que regulamenta o exercício profissional de Técnico em Saúde Bucal – TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal – ASB, nos pontos alegados pelas categorias como:

a)    Definir a competência contida no Art. 5º, inciso V – fazer a remoção de biofilme, de acordo com a indicação técnica definida pelo cirurgião-dentista;

b)    Definir que os Técnicos em Saúde Bucal são competentes para realizar moldagens e também escultura de restaurações, como já exercia profissionalmente há muitos anos; 

2.2.        Solicitar ao Ministério da Saúde (MS), Conselho de Secretários Municipais e Estaduais de Saúde (COSEMES) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) a criação de Nota Técnica sobre a definição de “Biofilme”, citado no Art. 5º inciso V da Lei 11.889/2008; 

2.3.        Há a necessidade do Conselho Federal de Odontologia criar Resolução que esclareça as atribuições do ASB e TSB, inclusive sobre a vedação de atuação na área de ortodontia; 

2.4.        Exigir que o registro profissional dos ASB’s e TSB’s , no Conselho Regional de Odontologia sejam emitidos somente a profissionais ASB’s e TSB’s formados por Instituição devidamente regulamentadas; 

2.5.        Solicitar ao CFO que na proposta de revisão da Lei 4324/64 que institui os Conselhos, seja inserido que os profissionais ASB’s e TSB’s possuem o direito de voz e voto dentro dos Conselhos de Odontologia, podendo ser eleitos; 

2.6.        Solicitar ao CFO que os espaços de representação de ASB e TSB dentro do Conselho Federal e dos Regionais sejam democratizados; 

2.7.        Solicitar ao CFO normatização que garanta que as Câmaras e Comissões representativas de ASB’s e TSB’s sejam compostas e presididas por ASB’s e TSB’s; 

2.8.        Solicitar ao Conselho Federal de Odontologia o encaminhamento ao Congresso Nacional de um Projeto de Lei referente à valorização dos profissionais ASB e TSB, no que diz respeito:

a)     Piso salarial e jornada de trabalho de 30h.;

b)    Adicional noturno;

c)    Adicional de horas extraordinárias;

d)    Banco de horas;

e)    Auxílio-creche;

f)     Adicional de insalubridade.

2.9.        Solicitar ao CFO que normatize e fiscalize através dos CRO’s os cursos de ASB no que tange à carga horária mínima e grade curricular que contemplem as competências da Lei 11889/2008; 

2.10.     Solicitar que os Conselhos Regionais e Federal promovam encontros e espaços de debates dos ASB’s e TSB’s no âmbito Municipal, Estadual e Federal.
 

  1. MERCADO DE TRABALHO E PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
3.1.        Incluir o ASB/TSB nas equipes de Odontologia Hospitalar, visto que nos dias de hoje os procedimentos de prevenção em Saúde Bucal nas UTI’s e Enfermarias são executados por técnicos e auxiliares de Enfermagem subtreinados pelo cirurgião-dentista para o exercício dessas funções enquanto o ASB/TSB saem dos cursos obrigatórios pela Lei 11.889/2008, altamente capacitados para executar ações educativas e preventivas;
 
3.2.        Promover gestões junto às Prefeituras Municipais no sentido de incluir a modalidade II (Estratégias de Saúde da Família) – Equipe de Saúde Bucal com TSB, com opção de jornada, como por exemplo o Programa de Qualidade e atenção básica; 

3.3.        Exigir no serviço público nas 3 esferas (Municipal, Estadual e Federal) a criação de cargos de ASB e TSB, no plano de cargos, carreira e salários, bem como adequar o nome representativo da profissão de acordo com a Lei 11889/2008, nos locais onde já existem os cargos; 

3.4.        Fazer cumprir a Lei 11.889/2008 nos editais de concursos públicos e processos seletivos exigindo como requisitos a capacitação e formação necessárias e inscrição e registro obrigatórios, respectivamente nos CRO’s e CFO para os três níveis: Federal, Estadual e Municipal; 

3.5.        Os Conselhos Regionais devem promover uma fiscalização eficiente como forma de cumprimento aos preceitos da Lei 11.889/2008. 

3.6.        Incentivar a criação de pólos de Educação permanente para ASB e TSB em todos os estados.
 
 
 São Paulo, 06 de julho de 2013.       
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS DO PROFESSOR EDÉLCIO ANSELMO 
 
A Lei nº 11.889/2008, veio, sem sombra de dúvidas, promover um grande avanço, ao regulamentar as profissões de ASB e TSB. Outrossim, o PL nº 1167/2011 de autoria da Deputada Federal Gorete Pereira, apesar de estabelecer um piso salarial para esses profissionais, este ficou muito aquém do valor que possa contemplar as devidas competências e atribuições permitidas ao ASB e TSB, além de, se aprovado, haver a possibilidade de, em pouco tempo, esse piso ser suplantado pelo salário mínimo federal.
Mais ainda, o PL deixa de se referir sobre ítens importantes como jornada de trabalho, adicional de insalubridade e periculosidade, e outros benefícios.
 
Portanto, vejo como temerária, a aprovação do PL nº 1167, que, na minha concepção, deve ser arquivado, com a consequente apresentação de novo projeto que possa incluir propostas que realmente promovam a valorização devida dos ASB's e TSB's.
 
E nada melhor do que a 4ª CONPA, que vai se transformar num evento histórico, com a participação dos próprios interessados na construção de um plano de valorização real e irreversível, que possa consolidar as profissões auxiliares em Odontologia, e que venha a induzir a instalação de um fórum permanente de debates com vistas a colocar o ASB e TSB num processo contínuo de valorização profissional!!!
 
Até a 4ª CONPA!!!
 



sábado, 29 de junho de 2013

CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA CONVOCA A 4ª CONPA



09 de abril de 2013
DECISÃO CFO-14/2013
Convoca a 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia e dá outras providências.

O Presidente do Conselho Federal de Odontologia, no uso de suas atribuições regimentais, “ad referendum” do Plenário,
DECIDE:
Art. 1º. Fica convocada a 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia - 4ª CONPA (4º Encontro Nacional de Técnicos em Prótese Dentária; 4º Encontro Nacional de Técnicos em Saúde Bucal; 4º Encontro Nacional de Auxiliares em Saúde Bucal; e, 3º Encontro Nacional de Auxiliares de Prótese Dentária), a realizar-se no período de 15 e 16 de agosto de 2013, na cidade de Brasília (DF), sob a promoção do Conselho Federal e apoio dos Conselhos Regionais de Odontologia.
Art. 2º. O Temário da 4ª CONPA será: “Perspectivas para o Exercício das Profissões Auxiliares da Odontologia no Brasil”.
Art. 3º. Tomarão parte da 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia: os cirurgiões-dentistas, os técnicos em prótese dentária, os técnicos em saúde bucal, os auxiliares em saúde bucal e os auxiliares de prótese dentária, legalmente habilitados, desde que se inscrevam, como participantes, até o dia 12 de julho de 2013.
§ 1º. As inscrições serão gratuitas e deverão ser feitas online, no site do Conselho Federal de Odontologia (www.cfo.org.br).
§ 2º. Aos participantes serão fornecidos certificados de presença.
Art. 4º. A Comissão Organizadora da 4ª CONPA terá a seguinte estrutura:

I - Coordenador Geral;
II - Comissão Organizadora;
III - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Técnicos em Prótese Dentária;
IV - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Técnicos em Saúde Bucal;
V - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Auxiliares em Saúde Bucal;
VI - Coordenador do 3º Encontro Nacional de Auxiliares de Prótese Dentária;
VII - Comissão Relatora:

a) Relator Geral; e,
b) Relatores dos Encontros.
Art. 5º. Incumbe ao Coordenador Geral da 4ª CONPA promover, coordenar e dirigir todas as atividades necessárias à realização do evento.
Art. 6º. Compete à Comissão Organizadora, além de dar o suporte administrativo e técnico ao evento, a organização da solenidade, sua instalação, a divisão dos grupos de trabalho e tudo o mais que se fizer necessário para o êxito dos encontros.
Art. 7º. Compete aos Coordenadores dos Encontros promover, coordenar e dirigir todas as atividades necessárias à realização dos mesmos.
Art. 8º. Compete à Comissão Relatora:

I - consolidar relatórios parciais e elaborar relatório final da Conferência;
II - supervisionar a elaboração dos textos oficiais a serem apresentados à Conferência; e,
III - realizar as tarefas necessárias à edição dos textos finais da Conferência.

Art. 9º. A Comissão Organizadora disporá do apoio técnico-administrativo dos órgãos integrantes das estruturas do Conselho Federal de Odontologia.
Art. 10. A 4ª CONPA constará de simpósios e conferências.
Art. 11. Os simpósios funcionarão sob a presidência de um simposiarca, que concederá a palavra, controlará o tempo previamente estabelecido para cada simposiasta e, após as apresentações dos temas, dirigirá as discussões.
§ 1º. Por ocasião das discussões, as perguntas deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas diretamente a cada simposiasta, que as responderá.
§ 2º. Ao final, o simposiarca mandará elaborar uma ata dos assuntos discutidos, que servirá para a Plenária Final.
Art. 12. Os trabalhos da Plenária Final serão presididos pelo Presidente do Conselho Federal de Odontologia ou seu substituto.
§ 1º. A Mesa Diretora dos Trabalhos, além do Presidente, será composta pelo Relator Geral, pelo Presidente da Comissão Organizadora e por um Secretário.
§ 2º. A discussão será livre a todos os participantes.
§ 3º. A redação final das conclusões ficará a cargo da Comissão Relatora Geral, respeitadas as decisões da Plenária Final.
§ 4º. As conclusões da Plenária Final, consubstanciadas no Relatório Final aprovado, serão levadas à apreciação do Plenário do Conselho Federal de Odontologia.
Art. 13. As despesas com hospedagem, alimentação e transporte correrão por conta dos respectivos interessados.
Art. 14. Os casos omissos serão resolvidos pelo Coordenador Geral.
Art. 15. Esta Decisão entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.


Rio de Janeiro, 09 de abril de 2013.
GENÉSIO P. DE ALBUQUERQUE JÚNIOR, CD
SECRETÁRIO-GERAL
AILTON DIOGO MORILHAS RODRIGUES, CD
PRESIDENTE

segunda-feira, 20 de maio de 2013

4ª CONPA - CONFERÊNCIA NACIONAL DAS PROFISSÕES AUXILIARES EM ODONTOLOGIA


09 de abril de 2013
DECISÃO CFO-14/2013
Convoca a 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia e dá outras providências.

O Presidente do Conselho Federal de Odontologia, no uso de suas atribuições regimentais, “ad referendum” do Plenário,
DECIDE:
Art. 1º. Fica convocada a 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia - 4ª CONPA (4º Encontro Nacional de Técnicos em Prótese Dentária; 4º Encontro Nacional de Técnicos em Saúde Bucal; 4º Encontro Nacional de Auxiliares em Saúde Bucal; e, 3º Encontro Nacional de Auxiliares de Prótese Dentária), a realizar-se no período de 15 e 16 de agosto de 2013, na cidade de Brasília (DF), sob a promoção do Conselho Federal e apoio dos Conselhos Regionais de Odontologia.
Art. 2º. O Temário da 4ª CONPA será: “Perspectivas para o Exercício das Profissões Auxiliares da Odontologia no Brasil”.
Art. 3º. Tomarão parte da 4ª Conferência Nacional das Profissões Auxiliares em Odontologia: os cirurgiões-dentistas, os técnicos em prótese dentária, os técnicos em saúde bucal, os auxiliares em saúde bucal e os auxiliares de prótese dentária, legalmente habilitados, desde que se inscrevam, como participantes, até o dia 12 de julho de 2013.
§ 1º. As inscrições serão gratuitas e deverão ser feitas online, no site do Conselho Federal de Odontologia (www.cfo.org.br).
§ 2º. Aos participantes serão fornecidos certificados de presença.
Art. 4º. A Comissão Organizadora da 4ª CONPA terá a seguinte estrutura:

I - Coordenador Geral;
II - Comissão Organizadora;
III - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Técnicos em Prótese Dentária;
IV - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Técnicos em Saúde Bucal;
V - Coordenador do 4º Encontro Nacional de Auxiliares em Saúde Bucal;
VI - Coordenador do 3º Encontro Nacional de Auxiliares de Prótese Dentária;
VII - Comissão Relatora:

a) Relator Geral; e,
b) Relatores dos Encontros.
Art. 5º. Incumbe ao Coordenador Geral da 4ª CONPA promover, coordenar e dirigir todas as atividades necessárias à realização do evento.
Art. 6º. Compete à Comissão Organizadora, além de dar o suporte administrativo e técnico ao evento, a organização da solenidade, sua instalação, a divisão dos grupos de trabalho e tudo o mais que se fizer necessário para o êxito dos encontros.
Art. 7º. Compete aos Coordenadores dos Encontros promover, coordenar e dirigir todas as atividades necessárias à realização dos mesmos.
Art. 8º. Compete à Comissão Relatora:

I - consolidar relatórios parciais e elaborar relatório final da Conferência;
II - supervisionar a elaboração dos textos oficiais a serem apresentados à Conferência; e,
III - realizar as tarefas necessárias à edição dos textos finais da Conferência.

Art. 9º. A Comissão Organizadora disporá do apoio técnico-administrativo dos órgãos integrantes das estruturas do Conselho Federal de Odontologia.
Art. 10. A 4ª CONPA constará de simpósios e conferências.
Art. 11. Os simpósios funcionarão sob a presidência de um simposiarca, que concederá a palavra, controlará o tempo previamente estabelecido para cada simposiasta e, após as apresentações dos temas, dirigirá as discussões.
§ 1º. Por ocasião das discussões, as perguntas deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas diretamente a cada simposiasta, que as responderá.
§ 2º. Ao final, o simposiarca mandará elaborar uma ata dos assuntos discutidos, que servirá para a Plenária Final.
Art. 12. Os trabalhos da Plenária Final serão presididos pelo Presidente do Conselho Federal de Odontologia ou seu substituto.
§ 1º. A Mesa Diretora dos Trabalhos, além do Presidente, será composta pelo Relator Geral, pelo Presidente da Comissão Organizadora e por um Secretário.
§ 2º. A discussão será livre a todos os participantes.
§ 3º. A redação final das conclusões ficará a cargo da Comissão Relatora Geral, respeitadas as decisões da Plenária Final.
§ 4º. As conclusões da Plenária Final, consubstanciadas no Relatório Final aprovado, serão levadas à apreciação do Plenário do Conselho Federal de Odontologia.
Art. 13. As despesas com hospedagem, alimentação e transporte correrão por conta dos respectivos interessados.
Art. 14. Os casos omissos serão resolvidos pelo Coordenador Geral.
Art. 15. Esta Decisão entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.


Rio de Janeiro, 09 de abril de 2013.
GENÉSIO P. DE ALBUQUERQUE JÚNIOR, CD
SECRETÁRIO-GERAL
AILTON DIOGO MORILHAS RODRIGUES, CD
PRESIDENTE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE À SOCIEDADE BRASILEIRA


14ª Conferência Nacional de Saúde aprova Relatório Final e Carta à sociedade brasileira

Foto: Agência Brasil

O Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde foi aprovado neste domingo (04/12) pelos delegados vindos de todo o Brasil. Após a votação, uma Carta da Conferência voltada à sociedade brasileira foi apresentada aos participantes. O documento, que sintetiza o debate desenvolvido no evento ao longo de quatro dias, contou com o apoio da Comissão Organizadora e de vários segmentos.
O presidente da 14ª CNS, Alexandre Padilha, explicou que assim como aconteceu em vários estados, um relatório e uma carta saíram como resultado das conferências. “Esse é mais um momento histórico em que o Relatório Final é aprovado e uma declaração à sociedade também. Parabéns a todos os delegados. Viva o controle social e viva a democracia do crachá”, disse Padilha em alusão à aprovação da Carta da 14ª Conferência durante o encerramento do evento.

Foto: Agência Brasil

Para a coordenadora geral da 14ª CNS, Jurema Werneck, o momento é de celebração para a Saúde. “Estamos orgulhosos por participar desta Conferência, que representa um esforço democrático para mostrar ao País o que é realmente importante para a consolidação do SUS. É um momento histórico também no sentido de reunir, pela primeira vez, diversas representações da sociedade, o que vai permitir consolidar um Sistema que atenda verdadeiramente a todos e todas”, considerou Jurema.

Entre os aspectos tratados na Carta estão: a valorização do trabalhador, o investimento em educação permanente, a implantação e ampliação das Políticas de Promoção da Equidade, a aprovação da Emenda Constitucional 29, a adoção da carga horária de 30 horas semanais para enfermagem e para todas as categorias profissionais que compõem o SUS, além de outros destaques.
“A garantia do direito à saúde é aqui reafirmada com o compromisso pela implementação de todas as deliberações da 14ª CNS, que orientará nossas ações nos próximos quatro anos, reconhecendo a legitimidade daqueles e daquelas que compõem os conselhos de saúde fortalecendo o caráter deliberativo dos conselhos já conquistado em lei e que precisa ser assumido com precisão e compromisso na prática em todas as esferas de governo, pelos gestores e prestadores, pelos trabalhadores e pelo usuário”
Trecho final da Carta da 14ª Conferência Nacional de Saúde à sociedade brasileira em defesa do Sistema Único de Saúde integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social.

Leia a íntegra da Carta da 14ª CNS:
http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/docs/04_dez_carta_final.pdf

Processo
Antes mesmo do início da Plenária Final, na manhã deste domingo (4), cada participante da 14ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) já tinha um importante fato a celebrar: 90% das propostas votadas (327) foram aprovadas pela maior parte dos Grupos de Trabalho (GTs). Os dados são da Comissão de Relatoria da Conferência.
Das 17 propostas que receberam entre 50% e menos de 70% dos votos nos Grupos de Trabalho e que foram para a Plenária Final, sendo apenas uma rejeitada. Um recurso foi inserido também para análise de todos os delegados, aceito após apreciação. Nove propostas restantes foram suprimidas de forma integral pelos GTs por contarem com menos de 50% dos votos.
Das 15 diretrizes analisadas, a nº 1 (Acesso e Acolhimento no SUS - Desafios na Construção de uma Política Saudável e Sustentável) e suas respectivas propostas foram aprovadas de forma integral pelos Grupos de Trabalho.

Foto: Allan de Carvalho

Também foram aprovadas sem ressalvas as diretrizes nº 4 (O Sistema Único de Saúde é único, mas as Políticas Governamentais não o são: Garantir Gestão Integrada e Coerente do SUS com base na construção de Redes Integrais e Regionais de Saúde), nº 12 (Construir Política de Informação e Comunicação que assegure gestão participativa e eficaz ao SUS), nº 14 (Integrar e ampliar políticas e estratégias para assegurar atenção e vigilância à saúde ao trabalhador) e nº 15 (Ressarcimento ao SUS pelo atendimento a clientes de planos de saúde privados, tendo o Cartão SUS como estratégia para sua efetivação, e proibir o uso exclusivo de leitos públicos por esses (as) usuários).

Moções
Os delegados da 14ª Conferência Nacional de Saúde votaram 40 moções durante a Plenária Final. Apenas o texto que solicitava o acesso de todo e qualquer cidadão às Conferências Nacionais de Saúde, a partir da 15ª edição, não teve apoio da maioria dos delegados.
Ao todo foram apresentadas à Comissão de Relatoria da 14ª CNS, 102 moções. Destas, 12 não obedeciam ao critério nacional, 10 não atingiram os 10% de assinaturas necessárias e outras 40 foram classificadas pela Relatoria como recomendações e não moções.
Foram aprovadas 13 moções de apelo, oito de repúdio, uma de solidariedade e 17 de apoio, com os mais variados assuntos relacionados à saúde. Elas dirigem-se ao Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Senado Federal e Presidência da República, dentre outros órgãos.
Uma das moções direcionadas ao MS diz respeito à Regulamentação da Carteira de Saúde do Trabalhador Rural. Outra trata da interiorização dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Farmácia. Para o legislativo foi encaminhada à Câmara dos Deputados uma moção para a aprovação do PL 7.495/2006, que cria empregos públicos de Agente de Combate às Endemias.
O texto com as 345 propostas e as 39 moções aprovadas farão parte do Relatório Final da 14ª Conferência Nacional de Saúde.

Nota do autor do Blog:
Estamos agora na expectativa da divulgação do Relatório Final para publicarmos as propostas aprovadas que contemplem a saúde bucal.

Fonte: Conselho Nacional de Saúde

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Carta de Serra Negra busca o fortalecimento do SUS

A 6ª Conferência Estadual de Saúde de São Paulo, realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, permitiu a apresentação da Carta de Serra Negra, documento aprovado por unanimidade, elaborado por delegados em defesa do SUS universal, integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social. “Defendemos que a Saúde deva estar assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado, uma vez que na Constituição Federal de 1988, isto foi garantido ao povo brasileiro”, explicou a Dra. Maria Marta de Betania Barbosa, representante do CROSP durante o encontro.
Os principais pontos debatidos foram divididos em 7 diretrizes básicas, entre elas, reafirmar o SUS como uma política pública de direito na seguridade social, ampliar a capacidade de gestão e regulação do sistema e fortalecer pactos interfederativos, com sistemas de informação pública sobre os prestadores privados. Além disso, avançar no processo organizativo dos conselhos de saúde e no fortalecimento do controle social e participação popular no SUS, fortalecendo-os como instâncias democráticas, também são algumas das ações previstas.
“A carta representa uma oportunidade ímpar para fortalecermos o SUS e livrá-lo dos ataques sistemáticos dos interesses privados, causando desintegração, desorganização e desestruturando toda rede”, opina a Dra. Maria Marta. “Fazendo isto estamos defendendo o direito à saúde como um Direito Universal de todos os brasileiros, e sendo responsabilidade do Estado garanti-lo. É essencial que façamos cumprir o texto Constitucional”, concluiu.
Acesse o link abaixo para ler a carta na íntegra:
http://www.crosp.org.br/_fckeditor/CartaDeSerraNegra.pdf

Fonte: CROSP