domingo, 4 de agosto de 2013

O FLÚOR E O COMBATE À CÁRIE DENTAL

Saiba o que é esta substância, quais as suas indicações, benefícios e riscos associados ao consumo excessivo.

O fluoreto (também conhecido como flúor) é um elemento da natureza de origem mineral muito importante para a saúde dos dentes e dos ossos. Presente em alimentos como arroz, soja, espinafre e frutos do mar, assim como em boa parte das fontes de água, ele tem papel fundamental na proteção dos dentes e na prevenção da perda de minerais do esmalte dentário, evitando o desenvolvimento das cáries.

De acordo com o Dr. Paulo Frazão, cirurgião-dentista do Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal da Universidade de São Paulo (USP), a cárie pode ser entendida como “um processo de desmineralização que ocorre quando bactérias liberam substâncias ácidas que atacam o esmalte do dente”. Se a perda de mineral do dente é maior do que a reposição de mineral pela saliva, surgem as lesões de cárie: inicialmente, com o aspecto de manchas brancas e opacas; e em estágios mais avançados, sob a forma de cavidades.


O flúor é capaz de reverter parcialmente esse processo remineralizando a estrutura do dente e inibindo a formação do biofilme dental, reduzindo o risco de doenças gengivais e formando menos placas bacterianas, o que reduz o risco de ter cáries”, explica o dr. Marco Manfredini, conselheiro do Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo (CROSP)".

Prevenção e saúde pública
Se a partir da década de 90 houve redução na prevalência e gravidade da cárie dentária em crianças e adolescentes, muito se deve à expansão do uso de fluoretos.
“A disponibilização de água e cremes dentais fluoretados para a população brasileira trouxe modificações significativas no perfil epidemiológico da cárie, uma doença muito comum na primeira infância, quando os dentes ainda estão em fase de formação”, Dr. Paulo esclarece.
Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e as entidades odontológicas e de saúde coletiva do Brasil têm endossado o uso do flúor na água de abastecimento público. Em todo o estado de São Paulo, nos municípios operados pela Sabesp, é adotado um valor padrão para a fluoretação da água: 0,7 miligramas para cada litro. De acordo com a entidade, isso reduz em até 65% a ocorrência de cáries na população.
Infelizmente, ainda há 108 municípios que estão em processo de implantação da fluoretação.
“O CROSP tem trabalhado intensamente para que toda a população do Estado de São Paulo, em todos os 645 municípios, possa ser beneficiada com a fluoretação das águas”, explica o Dr. Manfredini.

Cuidado com o excesso!
Como tudo que vem em excesso faz mal, vale frisar que o flúor só agrega benefícios às pessoas se administrado corretamente, em uma quantidade que não ultrapasse os níveis de concentração indicados. Segundo o guia de recomendações para o uso de fluoretos no Brasil, elaborado pelo Ministério da Saúde, a concentração de flúor adicionada às pastas de dente, usualmente em torno de 1.100 a 1.500 ppm, “tem, comprovadamente, efeito sobre a prevalência e gravidade da cárie em populações”.
Crianças até cinco anos de idade, no entanto, devem ser supervisionadas pelos pais na hora da escovação para evitar a ingestão de creme dental e reduzir o risco de fluorose dentária.
“É incorreta a ideia de que quanto mais flúor, melhor, pois há padrões para utilização desse composto. Se durante o período da formação do dente a criança for exposta a uma quantidade excessiva de flúor, pode desenvolver fluorose. Um dos sinais característicos da fluorose é o aparecimento de pequenas manchas brancas nos dentes”.
Com o objetivo de reduzir os riscos de desenvolvimento de fluorose dentária em crianças em idade pré-escolar, têm sido pesquisados cremes dentais com baixa concentração de fluoretos (cerca de 500 ppm), mas ainda não há respaldo científico para afirmar a eficácia desta solução.

Segundo o Dr. Manfredini, “as pastas de dente com concentrações de 1000 ppm de flúor são mais eficazes para a prevenção da cárie dentária do que aquelas com concentrações menores”.
Como crianças de até cinco anos de idade podem ingerir parte do creme dental utilizado na escovação, explica o cirurgião-dentista, a dica é reduzir a quantidade utilizada.
“Colocar o creme dental no sentido transversal da escova de dente, e não no longitudinal é uma dica para que a quantidade de pasta não seja excessiva. O ideal é que a quantidade colocada não ultrapasse o tamanho de um grão de ervilha.”

FONTE: Acontece - Comunicação e Notícias
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Giselle Moreira Porto ou Letícia Leite
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